Raul Marcelo cobra da Prefeitura de Sorocaba a retomada da “verbinha” cortada no ano passado
Segundo ele, em conversa com a comunidade escolar, o recurso ainda não foi restabelecido em 2026, às vésperas do início do ano letivo
26 Jan 2026, 10:29 Tempo de leitura: 1 minuto, 46 segundos
O vereador Raul Marcelo (PSOL) protocolou nesta segunda-feira (26) requerimento na Câmara Municipal de Sorocaba questionando a prefeitura local a respeito da suspensão do repasse de recursos às escolas por meio do regime de adiantamento — conhecido nas unidades como “verbinha”. Segundo ele, em conversa com a comunidade escolar, o recurso ainda não foi restabelecido em 2026, às vésperas do início do ano letivo.
De acordo com o parlamentar, a administração municipal determinou, em setembro de 2025, segundo informações da imprensa local, o corte desses repasses até dezembro, medida que atingiu diversas secretarias, inclusive a da Educação. A “verbinha” é tradicionalmente usada pelas escolas para despesas emergenciais e de pequeno valor, ligadas à manutenção básica, higiene e funcionamento cotidiano.
Raul Marcelo afirma que, neste período do ano, as Associações de Pais e Mestres (APMs) costumam operar com caixa reduzido. Além disso, programas como o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) e outros repasses federais e estaduais geralmente só são liberados a partir de março ou abril, o que amplia a pressão sobre as unidades escolares.
Segundo relatos da comunidade escolar recebidos pelo vereador, a falta do recurso tem dificultado serviços considerados essenciais, como manutenção de filtros centrais, troca de elementos de bebedouros, higienização de areia de parquinhos, limpeza de caixa de gordura e pequenos reparos elétricos e hidráulicos.
No requerimento, Raul Marcelo pergunta à Prefeitura de Sorocaba por que o repasse ainda não foi retomado em 2026 e se há previsão oficial de retorno, com cronograma e valores estimados por unidade. O legislador do PSOL também questiona quais medidas emergenciais serão adotadas para garantir as manutenções básicas e urgentes no início das aulas, enquanto outros programas de financiamento não são disponibilizados.
Para o parlamentar, a situação afeta diretamente as condições de saúde, segurança e funcionamento das escolas municipais. “Estamos falando de itens básicos para o dia a dia das unidades. Não é gasto supérfluo, é o mínimo para que a escola funcione com dignidade”, afirma.