Raul Marcelo cobra explicações do governo Manga sobre redução de médicos nas unidades de pronto atendimento de Sorocaba
O vereador Raul Marcelo protocolou, na manhã deste sábado (6), requerimento na Câmara Municipal de Sorocaba cobrando explicações do governo Rodrigo Manga (Republicanos) sobre a redução do número de médicos plantonistas em unidades de pronto atendimento (PAs) da cidade. A medida, divulgada pelo portal G1 Sorocaba neste sábado (6), atinge unidades como São Guilherme, Aparecidinha […]
6 Jun 2026, 12:47 Tempo de leitura: 2 minutos, 26 segundos
O vereador Raul Marcelo protocolou, na manhã deste sábado (6), requerimento na Câmara Municipal de Sorocaba cobrando explicações do governo Rodrigo Manga (Republicanos) sobre a redução do número de médicos plantonistas em unidades de pronto atendimento (PAs) da cidade. A medida, divulgada pelo portal G1 Sorocaba neste sábado (6), atinge unidades como São Guilherme, Aparecidinha e Carandá, em um período marcado pelo aumento dos casos de síndromes respiratórias e doenças cardiovasculares.
Um médico concursado que atua na rede municipal relatou ao G1 Sorocaba que a situação compromete o atendimento à população sorocabana. “Em um bairro com mais de 60 mil pessoas, ficam dois médicos das 19h às 7h e um médico das 19h à 1h”, disse, referindo-se ao PA São Bento, localizado em um dos bairros mais populosos da cidade.
No documento, Raul Marcelo manifesta preocupação com os impactos da decisão sobre a população usuária do sistema público de saúde. O parlamentar destaca que médicos da rede municipal e o Sindicato dos Médicos de Sorocaba e Região alertaram para possíveis consequências da redução das equipes, como aumento do tempo de espera, sobrecarga dos profissionais e prejuízos à qualidade do atendimento.
Ainda no requerimento, o vereador questiona qual foi a justificativa da Prefeitura para promover os cortes, se houve estudos técnicos que embasaram a decisão e quais serão os impactos para os usuários do sistema de saúde. Também solicita informações detalhadas sobre o número de médicos antes e depois da redução em cada unidade, por turno e dia da semana, além da eventual economia financeira gerada pela medida.
Segundo o parlamentar do PSOL, a redução de médicos ocorre em um momento em que a população cobra respostas sobre a gestão dos recursos da saúde. “Enquanto milhões de reais são alvo de investigação, o governo Manga reduz profissionais justamente quando aumenta a procura por atendimento. Quem paga essa conta é a população, que enfrenta filas e demora para ser atendida”, afirma. Raul Marcelo lembra que a Operação Copia e Cola, da Polícia Federal, teve origem em informações apresentadas por ele ao Ministério Público Federal, apontando um desvio de cerca de 40% em contratos que somam R$ 123,7 milhões, relacionados à gestão da UPA do Éden e da UPH da Zona Oeste durante o governo Manga.
“O governo municipal precisa explicar à população quais critérios utilizou para tomar essa decisão e apresentar garantias de que não haverá prejuízo aos pacientes. Quando se trata de saúde pública, a prioridade deve ser ampliar a capacidade de atendimento, e não reduzi-la”, conclui Raul Marcelo.