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Sindicato desmente número de nomeados da Polícia Civil e Raul Marcelo cobrará esclarecimentos a Alckmin

29/11/2017 1

Sindicato desmente número de nomeados da Polícia Civil e Raul Marcelo cobrará esclarecimentos a Alckmin

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O Sindicato dos Delegados do Estado de São Paulo desmentiu, em postagem no Facebook, de que o governo estadual havia nomeado 1,2 mil Policias Civis para o Estado de São Paulo. Na verdade, foram apenas 773 profissionais. O governo Geraldo Alckmin realizou, em 21 de novembro, cerimônia de posse de Policiais Civis que passaram nos concursos públicos de 2013.

 

Segundo informações do Sindicato dos Delegados, dos 1,2 mil, 281 não compareceram para assinar o termo de posse. Dos 959 que assinaram, 186 já eram Policiais Civis, ou seja, apenas mudaram de carreira. Logo, a Polícia Civil recebeu, de fato, 773 novos integrantes, quase 40% a menos do que o governo estadual afirmou durante a cerimônia.

 

Sobre os delegados, dos 64 anunciados, 52 tomaram posse. Desses, 9 eram de outras carreiras, como investigador e escrivão. “Não se deve esquecer que ainda restam dois mil que foram aprovados nos concursos de 2013 e aguardam serem chamados. São cargos da Polícia Técnico-Científica, que compõem a polícia judiciária paulista”, diz a nota do Sindicato dos Delegados do Estado de São Paulo. O déficit da Polícia Judiciária paulista permanece alto. Antes dessa posse do dia 21 de novembro, o número era de 11.352. Agora, subtraindo 773, ainda sobram 10.579.

 

Ainda de acordo com o Sindicato dos Delegados do Estado de São Paulo, para agravar ainda mais a situação, é preciso lembrar que os nomeados chamados ficarão três meses na Academia de Polícia Civil e, quando saírem, outros 1.539 já terão se aposentado, pois essa é a quantia existente atualmente de pedidos de aposentadoria. Assim, a realidade é que o déficit do efetivo da Polícia Judiciária somente cresce, ao contrário do que tenta fazer parecer o Governo de São Paulo.

 

Conforme levantamento realizado pelo portal G1 com dados do Diário Oficial e do Portal da Transparência, após quase seis anos de gestão Alckmin, o déficit de servidores na Polícia Civil quase dobrou, subindo para 24%. Ou seja, já são 8,7 mil policiais a menos do que o previsto em lei. Prosseguindo nas informações do G1, em outubro de 2016, o efetivo da instituição era de apenas 27.714 profissionais, distribuídos em 13 cargos: delegado, investigador, escrivão, perito, fotógrafo técnico-pericial, desenhista técnico-pericial, papiloscopista, auxiliar de papiloscopista, médico legista, auxiliar de necropsia, atendente de necrotério, agente de telecomunicações e agente policial.

 

O deputado estadual Raul Marcelo (PSOL) vai protocolar um requerimento nos próximos dias colocando cada informação relatada pelo Sindicato dos Delegados do Estado de São Paulo. O governo Alckmin terá que responder por esse desmonte da segurança pública paulista. Nosso mandato não vai admitir mais um sucateamento promovido pelas gestões do PSDB. Na Alesp, Raul Marcelo já vem há anos denunciando a não convocação dos Policiais Civis, que passaram em concursos públicos realizados em 2013.

 

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