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Donos de escolas particulares de São Paulo querem diminuir os direitos conquistados pelos professores

10/04/2018 0

Donos de escolas particulares de São Paulo querem diminuir os direitos conquistados pelos professores

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O Sindicato dos donos de escolas particulares de São Paulo não quer mais negociar a Convenção Sindical dos professores! Uma educação de qualidade só é possível com boas condições de trabalho!

 

Educação de qualidade depende de boas condições de trabalho:

 

Atenção para mudanças nos contratos de trabalho dos profissionais da educação.

 

No dia 28 de março, os professores da rede privada de São Paulo receberam do seu sindicato a notícia de que não haveria mais negociações em torno da Convenção coletiva que rege os seus contratos de trabalho. Isso significa que os donos das escolas particulares de São Paulo querem diminuir os direitos conquistados pelos professores e piorar a qualidade do ensino.

 

Encontros entre os sindicatos que representam os donos de escola (SIEEESP) e professores da rede privada (SINPRO) vinham acontecendo uma vez por semana desde meados de fevereiro. Os encontros eram necessários para apreciar as propostas de alteração na legislação que rege o trabalho da categoria, a maior parte delas feitas pelo SIEEESP. Na reunião do dia 27, entretanto, o representante do sindicato patronal abandonou a mesa, interrompendo as negociações. Aos professores, cabe agora esperar o resultado do processo na Justiça.

 

Poucos conhecem a importância da Convenção coletiva para os trabalhadores da educação. Ela vem sendo aprimorada há pelo menos 20 anos, por meio do diálogo entre professores e donos de escola, intermediados pelos seus sindicatos. Os artigos desse documento garantem condições muito específicas e necessárias para o desenvolvimento de uma educação de qualidade. Entre tantas coisas, a Convenção assegura a existência de um tempo de preparo de aulas e de correções de trabalhos e provas, de pagamento de horas extras e de um limite de carga horária para não haver rotinas excessivas.

 

Apesar disso, a realidade da profissão docente já é dura e vem atraindo cada vez menos jovens; aqueles que a escolheram seguem cada vez mais cansados por conta das condições de trabalho pouco convidativas. Em geral, o que temos atualmente é uma categoria pouco valorizada, que se desdobra para acreditar que a vida de professor vale a pena, não é fruto de vocação missionária, gosto pelo sacrifício ou falta de opção.

 

Desde o dia 28 de março, os professores voltaram para suas escolas sabendo que as instituições que os empregam negaram-se ao diálogo. Será possível realizar um trabalho educacional em ambientes marcados pela negação do outro, pela falta de negociação? Como formar sujeitos autônomos, críticos e criativos — algumas das demandas mais atuais da sociedade em relação à formação de seus jovens — em instituições que não são capazes de tratar seus professores e funcionários como sujeitos?

 

Seguimos, acreditando que a sala de aula deve ser um espaço de construção de saberes e cidadania, que respeita a individualidade de cada aluno. Nada disso pode ocorrer sem diálogo. Nossos alunos sabem disso. Saberão também os donos de escolas?

 

Assinado: docentes presentes
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