20.08.2017

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Na TV Alesp, Raul Marcelo fala sobre projeto que proíbe utilização do Caramelo IV no Estado de SP

08/02/2017 0

Na TV Alesp, Raul Marcelo fala sobre projeto que proíbe utilização do Caramelo IV no Estado de SP

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O deputado estadual Raul Marcelo (PSOL) foi entrevistado pela TV Alesp (veja abaixo) e falou sobre seu projeto de lei (nº 131/2017) que proíbe no Estado de São Paulo a fabricação e a comercialização de bebidas e alimentos que contiverem mais de 29 microgramas do corante caramelo IV (4-metilimidazol) em cada 355 mL (quantidade de uma lata que é vendida em estabelecimentos comerciais). Se aprovado, a empresa que descumprir o texto da lei será multada em pouco mais de R$ 25 mil, por dia.

 

De acordo com pesquisa científica produzida por uma ONG (Organização não governamental) que defende os direitos dos consumidores chamada Center for Science in the Public Interest (CSPI), sediada em Washington, capital dos Estados Unidos, a substância 4-MI (4-metilimidazol) foi classificada como potencialmente cancerígena. Diante disso, o estado norte-americano da Califórnia impôs limites rígidos à utilização da substância em alimentos e bebidas. Com efeito, o governo californiano exige a presença de uma advertência nos alimentos que contiverem mais de 29 mcg da substância 4-MI em cada 355 mL (lata de refrigerante).

 

Raul Marcelo explica, diante de informações coletadas por especialistas norte-americanos e brasileiros, que os refrigerantes sabor Cola no estado da Califórnia contém 4 mcg em cada 355ml, enquanto que no Brasil a quantidade fornecida aos consumidores chega a 267 mcg do corante 4-MI, ou seja, 66 vezes mais que o limite máximo no estado da Califórnia. Registra-se a quantidade de 4-MI, em cada 355 ml, que é utilizada em outros países, segundo a ONG americana CSPI: Canadá, 160; México, 147; Reino Unido, 145; Japão, 72; e China, 56. “Estes dados indicam, portanto, que a indústria brasileira de utiliza a substância 4-MI em refrigerantes de Cola com limites superiores à média observada em outros países”, compara Raul Marcelo.

 

Cumpre destacar, segundo o deputado, que a Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC, sigla em inglês), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), inseriu o 4-MI na lista de substâncias potencialmente cancerígenas. “Diante dessas informações, entende-se que a população paulista está submetida a potenciais riscos à saúde em função do consumo excessivo do corante caramelo IV”, afirma.

 

Leia mais sobre o corante Caramelo IV

 

Informe Técnico n. 68, de 3/9/2015, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)

 

Texto do Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC) a respeito do Caramelo IV 

 

Regras impostas pelo Governo do Estado da Califórnia

 

Reportagem do portal G1 sobre risco de câncer aos consumidores do Caramelo IV

 

Estudo científico sobre os impactos do caramelo IV

 

Documentário – MUITO ALÉM DO PESO

 


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