23.05.2017

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Em nota, mandato se solidariza com os profissionais do jornal sorocabano Cruzeiro do Sul

05/09/2017 0

Em nota, mandato se solidariza com os profissionais do jornal sorocabano Cruzeiro do Sul

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O mandato do deputado Raul Marcelo (PSOL) se solidariza com os jornalistas e demais profissionais do jornal Cruzeiro do Sul, que foram censurados e agredidos moralmente por autoridades de Sorocaba durante a cobertura da Greve Geral, que aconteceu em 28 de abril. Segundo o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, um promotor da cidade, acompanhado de representante da polícia militar e secretário municipal do governo Crespo, foram até a redação do jornal para ditar o título que estampou a capa do impresso do dia 29 de abril, com seguinte título: “Paralisação prejudica o trabalhador sorocabano”.

 

Na Constituição de 1988, há um capítulo reservado para a comunicação social (arts. 220 a 224). Refere-se a temas importantes para a sociedade, ao disciplinar a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa, a censura, a propriedade das empresas jornalísticas e a livre concorrência. Nesse contexto, a Constituição assegurou a mais ampla liberdade de manifestação do pensamento (arts. 5º, inciso IV e 220). No que tange especificamente à liberdade de imprensa, a Constituição é expressa: “nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no art. 5º, incisos IV, V, X, XIII e XIV” (art. 220, § 1º).

 

Segundo o jornalista, pesquisador e escritor Nelson Traquina, que traz uma reflexão acerca da liberdade de imprensa na obra “Teorias do Jornalismo: Porque as notícias são como são”, as notícias ajudam a construir a realidade e o jornalista não é apenas divulgador de fatos, mas, ao mesmo tempo, espectador  e  ator.  Ainda segundo Traquina, são  valores  identificados com o jornalismo “a notícia, a procura da verdade, a independência, a objetividade e uma noção de serviço público”.

 

Recentemente, foi anunciada no Brasil instalação do Fórum Nacional do Poder Judiciário e Liberdade de Imprensa. Segundo a comissão, como o País não garante livremente o exercício do jornalismo, é preciso dar ampla eficácia à Constituição, que garanta o exercício da profissão de jornalista de informar o cidadão e promover uma cidadania informada.

 

Portanto, fica aqui o nosso registro de repúdio à censura e ao assédio moral contra os profissionais de comunicação do jornal Cruzeiro do Sul, que relatam diariamente o cotidiano de Sorocaba e região. Nossa total solidariedade e como diz George Orwell: “Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade”.

 

Sobre o caso de censura no jornal Cruzeiro do Sul

 

De acordo com denúncias, promotor de Justiça, secretário do governo Crespo e demais autoridades de Sorocaba lideraram um aparato de censura e assédio moral contra os trabalhadores do Jornal Cruzeiro do Sul.

 

Segundo o texto divulgado no site do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, o promotor – acompanhado de representante de forças de segurança e conselheiros da Fundação Ubaldino do Amaral – teriam ido a redação, ofendido e assediado os comunicadores.

 

O promotor teria culpado a manchete do jornal (da edição do dia 28/04) pelo sucesso da manifestação em Sorocaba. Além disso, ele ditou o título que estampou a capa do jornal no dia seguinte: “Paralisação prejudica o trabalhador sorocabano”.

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